Mudança de endereço… maio 5, 2008
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Sexualidade e adolescência abril 30, 2008
Posted by Luiz de Campos Jr in Notícias.Tags: Cidadania, Formação Cidadã, Sexualidade
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Cidadania
Inédita no Brasil, a peça retrata a descoberta da sexualidade
O universo do dramaturgo inglês Mark Ravenhill retorna aos palcos paulistas com “Cidadania”. Montada pela premiada Cia. Arthur-Arnaldo, a peça estréia no dia 03 de maio, no Espaço dos Satyros 2.
Após receber o prêmio Funarte Myriam Muniz em 2007, pelo espetáculo “Bate Papo”, indicado em três categorias ao Prêmio Coca-Cola Femsa 2008, incluindo melhor espetáculo jovem, a Cia. Arthur-Arnaldo prepara mais um espetáculo voltado aos adolescentes.
“Cidadania” foi escrita em 2005 para o National Theatre de Londres, alcançando um grande sucesso ao abordar um tema polêmico: a descoberta da sexualidade na adolescência.
Tom sonha que está sendo beijando, mas não sabe se é um homem ou uma mulher.
Ao acompanhar Tom pela busca de sua identidade sexual, o espectador toma contato com a galeria de personagens desenvolvidos por Ravenhill que traçam um retrato do jovem de hoje.
Voltada aos jovens e adultos, a peça foi classificada pela crítica inglesa como “Uma de suas melhores peças, Ravenhill captura como ninguém a insegurança sexual adolescente e sua infinita curiosidade.” (The Guardian)
A versão brasileira é a segunda incursão da Cia. Arthur-Arnaldo, dirigida por Tuna Serzedello, no teatro Jovem, produzida por Soledad Yunge, a peça tem o ator Fábio Lucindo no papel de Tom.
Espetáculo Teatral Cidadania (Citizenship)
Autor: Mark Ravenhill
Tradução: Soledad Yunge
Direção: Tuna Serzedello
Elenco: Fábio Lucindo, Júlia Novaes, Jussane Pavan, Guto Nogueira, Evandro Vaz, Patricia Faolli, Marcio Dias, Paulo Moreno e Taiguara Chagas
Espaço dos Satyros 2 – Pça Roosevelt, 124 – Centro – (11) 3258.6345
De 03 de maio a 29 de junho – sábados e domingos, às 19h
R$ 20,00 (estudantes e classe teatral pagam meia)
Informações: (11) 8639.0874/3081.6129
cia.arthur-arnaldo@uol.com.br
www.arthur-arnaldo.zip.net
Fonte: Revista Viração
http://www.revistaviracao.org.br/artigo.php?id=1660
Quantos mundos… abril 29, 2008
Posted by Luiz de Campos Jr in Reflexões diárias....Tags: Add new tag, Educação, Escola, Janusz Korczak
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Uma criança é um mundo grande e amplo. Duas crianças, três mundos: o universo de cada criança separadamente e dos dois juntos. Três crianças são não somente uma e mais uma e mais uma. Além das três, a primeira e a segunda juntas, a primeira e a terceira juntas, a segunda e a terceira juntas e além delas, o universo delas, de todas juntas. E aí você tem sete mundos – falta de vontade, amizade, briga, alegria, tristeza. Pense quantos universos ocultam-se em dez, vinte, trinta crianças, universos numerosos e difíceis. Você sozinho, sem a ajuda das crianças, não conhecerá estes universos e então o seu fazer educacional não será bem sucedido. (…)
Eles conseguem se conhecer e também o próximo, pois vivem juntos. Quando um deles vem e fala com você, está falando como a um adulto, como a alguém instruído enquanto fala de forma diversa com alguém de sua idade. Se não parece que a criança é assim e elas dizem que ela é diferente, confie nelas. A avaliação delas é mais adequada. Sabem conhecê-la melhor do que você.
Janusz Korczak
Educação abril 14, 2008
Posted by Luiz de Campos Jr in Reflexões diárias....Tags: Educação, John Dewey, Metodologias Didáticas, reforma educacional
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A questão fundamental não é educação velha versus nova, nem educação progressiva versus tradicional, mas alguma coisa – seja qual for – que mereça o nome de educação.
Não sou a favor de qualquer fim ou qualquer método simplesmente porque se lhes deu o nome de progressivo. A questão básica prende-se à natureza da educação sem qualquer adjetivo qualificativo.
Faremos progresso mais seguro e mais rápido se nos devotarmos a buscar o que seja educação e quais as condições a satisfazer para que ela seja uma realidade e não um nome ou uma etiqueta.
John Dewey
Adolescentes abril 13, 2008
Posted by Luiz de Campos Jr in De costas para a lousa....Tags: Auto-responsabilização, Educação, educador, Escola, reforma educacional
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Nós, professores, temos tido cada vez mais dificuldades com os alunos adolescentes. Queixamo-nos de que eles “não querem nada com o estudo”, “não têm nenhum respeito pelo professor”, “são agressivos e mal-educados”, “são consumidores vorazes”, “só querem saber de notas”, dentre tantas outras mazelas apresentadas. Isso para não falar dos “casos críticos”, como os drogados e delinqüentes.
Somam-se – como agravantes – as características que são inerentes a essa fase da vida. Afinal, quem agüenta tamanha atividade hormonal, inconformidade social, alegria despreocupada, questionamentos existenciais, crises auto-afirmativas, energia vital, potencial criativo, inadaptabilidades, solidariedade grupal, sede de experiências, etc.? É quase insuportável!
Voltando as mazelas. Apontamos – e atiramos – para diversas possíveis causas: a sociedade que se tornou por demais permissiva, a cultura consumista, a falta de autoridade dos pais, a desvalorização do professor, insuficientes investimentos públicos em educação, a falta de ética dos governantes…
Mas se existe uma coisa que chama a atenção nesse extenso rol é o fato de existir uma possível causa que raramente é arrolada: a própria escola! O mais interessante é que – como profissionais da Educação – essa é uma das poucas causas sobre a qual temos possibilidade de intervenção efetiva.
Explico apresentando alguns exemplos de hipóteses que poderiam ser formuladas: Será que a falta de disposição juvenil para o estudo não pode ser explicado a partir da crítica sobre como o estudo lhes é apresentado? Será que a agressividade dos alunos não pode ser lida como reativa a uma estrutura escolar obsoleta? A análise do desrespeito ao professor não deveria incluir o estudo das estruturas relacionais de toda comunidade escolar? Será que a preocupação exclusiva com as notas não é conseqüência direta do modelo de avaliação utilizado? Será…?
Na condição de professores temos pouca capacidade de ação direta sobre as vicissitudes da dinâmica sócio-político-cultural, e nenhuma no desenvolvimento psico-fisiológico do adolescente. Mas e quanto a escola? E pela Educação?
Tanto lá como cá… (2) abril 11, 2008
Posted by Luiz de Campos Jr in José Pacheco - Artigos.Tags: Educação, Escola, inclusão, José Pacheco, reforma educacional
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Reconfigurar a escola
José Pacheco – Escola da Ponte, Vila das Aves (Portugal)
Há mais de meio século, Élise Freinet colocava a seguinte questão: “como será uma aula onde os alunos não farão, todos ao mesmo tempo, o mesmo? Como regular todo o trabalho escolar?” Élise Freinet tinha consciência da obsolescência da organização do trabalho escolar centrada em aulas dadas para um (inexistente) “aluno médio”, em tempos iguais para todos. Preocupava-se com a imposição de ritmo único a alunos que denotavam diferentes ritmos. Interrogava-se.
Nem será necessário reportarmo-nos à França da primeira metade do século XX. Já em 1898, Augusto Coelho afirmava: “em Portugal, a escola é ainda, em geral, formalista, urge transformá-la num centro de vida e movimento”. Há mais de um século. E em Portugal! Nos nossos dias, este naco de prosa ainda pode ser considerado “ficção científica”…
Há muitos anos, a IGE “descobriu” que a maioria das escolas imputavam o insucesso dos alunos à sua origem sociocultural e à falta de formação dos professores (como vemos, o assunto não é novo, pois, muito recentemente, no preâmbulo a uma proposta de normativo sobre a adopção de manuais, o ministério volta a reconhecer a impotência das suas instituições de formação…). No estudo a que me reporto, a IGE confirmou o óbvio. Isto é, que predomina nas nossas escolas o método expositivo, a disposição dos alunos em filas, voltados para o quadro, e que “não é visível a existência de estratégias específicas para potenciar a aprendizagem dos alunos com ritmos mais lentos” (dito em linguagem dura e pura, quem não acompanhar o ritmo do professor, que se desenrasque, que pague a um explicador, ou vá pôr os catraios em escolas especiais).
Concluiu a IGE que as práticas de ensino vigentes beneficiam “alunos que acompanham, sem grandes dificuldades, ritmos intensos de leccionação” e que a preocupação maior é a de preparar os alunos para fazer exames. Era assim, há muitos anos…
E hoje? Quem se preocupa com a impunidade dos que, ano após ano, “põem de lado” os alunos que “não acompanham”? Quem se preocupa com a impunidade dos que se outorgam “o direito de não querer mudar”, quando sabemos que este não querer condena sucessivas gerações de alunos à exclusão? Provavelmente, os adeptos do pensamento único vão desdenhar do que eu escrevo, recorrendo a uma metafísica da legitimação que assenta no inquestionável princípio que diz que a culpa é do sistema, ou das “teorias das ciências da educação”, “teorias” que os habituais detractores não sabem dizer quais sejam, ou onde tenham tradução prática. Num ponto têm razão nos seus comentários: muitas escolas não dão resposta à diferença, porque (coitados!) “os professores não podem ocupar-se do resto da turma, se o deficiente estiver a estorvar”… Não passa pelas cabeças dessas pessoas que haja outros modos de organizar o trabalho escolar?
Não se trata de encaixar um “deficiente” (eu não utilizo esta denominação, mas é assim que os tratam) numa turma, para reduzir o número de alunos dessa turma, ou para produzir caricaturas de inclusão. A forma como muitas escolas se organizam não permite, efectivamente, a resposta aos diferentes. E nos diferentes eu incluo os que, não tendo sinais exteriores de “deficiência”, completam a escolaridade básica sem aproveitamento e vão engrossar as fileiras dos desqualificados e da mão-de-obra barata.
Para que se concretize a inclusão é indispensável a alteração do modo como muitas escolas estão organizadas. Para que a inclusão passe a ser mais do que um enfeite de teses, será preciso interrogar práticas educativas dominantes e hegemónicas. Será preciso reconfigurar as escolas.
No passado, como nos nossos dias, há escolas cativas de vícios e ancoradas em práticas obsoletas, geradoras de insucesso. Há mais de um século, como hoje, há professores que se interrogam e tentam melhorar as escolas. Mas há, também, dadores de aulas que recusam interrogações e que impedem que as escolas melhorem.
Quando serão postos em prática os princípios de escola inclusiva enunciados, há dez anos, na Conferência de Salamanca? Quando se deixará de centrar o problema no aluno, para o centrar numa gestão diversificada do currículo? Quando cessará a intervenção do especialista, num canto da sala de aula, e se integrará o especialista numa equipa de projecto? Quando se concretizará uma efectiva diversificação das aprendizagens, que tenha por referência uma política de direitos humanos, que garanta oportunidades educacionais e de realização pessoal para todos?
Por muito que isso desespere os adeptos do pensamento único, eu sei que é possível concretizar a utopia de uma escola que dê garantias de acesso e de sucesso a todos (e com excelência académica!). E sei (como outros sabem) que isso é possível… na prática! Sabemos que há muitos professores conscientes da falência do tradicional modelo de organização e de que urge reconfigurar as escolas. Quantos professores eu conheço capazes de desconstruir estereótipos e de operar essa reconfiguração!
Perguntar-se-á, então: O que impede que o façam? Por que não mudam as escolas?
a página da educação • abril 2008
Que saudades do seu irmão abril 10, 2008
Posted by Alfredo Giorgi in De costas para a lousa....Tags: Cidadania, Educação, educador, Escola
1 comment so far
Desde pequenos, aprendemos que é muito feio julgar as pessoas, pelo que elas são ou aparentam. Mais feio ainda, é compararmos as pessoas. Afinal, cada um é um. Mesmo dentro de uma casa, irmãos podem ser muito diferentes entre si. Aparência, caráter, hábitos, gostos, etc. Uma mesma mãe e um mesmo pai, não significa que irmãos sejam clones.
Mas apesar de tudo isso que já sabemos – e aprendemos – o ser humano, na sua eterna hipocrisia, insiste em julgar, comparar e distinguir pessoas, nas mais diversas situações.
Dentro da escola, isso não é diferente. Quantas e quantas vezes ouvi alunos reclamarem de certos colegas, que insistiam em compará-los com seus irmãos ou irmãs. E é claro que essas comparações nunca foram agradáveis.
Mesmo em reuniões ou conversas de intervalo, ouvia colegas reclamarem de tal aluno dizendo que o irmão ou irmã é, ou era muito melhor, “um amor”, “muito bonzinho(a)”, como pode ser tão diferente? etc., etc.
Vindo de uma pessoa comum, era até de se esperar. Apesar de – repetindo – aprendemos desde crianças… blá, blá e blá! Mas esse tipo de comparação, ou outra qualquer, vindo de um profissional que teoricamente foi treinado para educar e ensinar é muito triste. Ou pior, é desprezível.
Não quero entrar aqui e nem nesse momento sobre os aspectos educacionais que envolvam esse tema, mesmo porque, é muito complexo. Basta apenas lembrar aos professores – alguns – que cada aluno tem sua própria característica, cada ser humano é único e deve ser tratado dessa forma.
Simples, não? Deveria! Mas ainda presenciamos “educadores” que se prestam a exercer uma falsa autoridade, perdendo seu objetivo principal: educar e deixar aprender, ajudando a esses alunos a tornarem-se pessoas, no sentido mais profundo da palavra.
Deixar aprender abril 8, 2008
Posted by Luiz de Campos Jr in Reflexões diárias....Tags: Aprendizagem, Aprendizagem Significativa, Educação, Educação Democrática, Escola, Heidegger, Liberdade
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Ensinar é ainda mais difícil do que aprender (…) e por que assim é?
Não porque o professor tem de possuir um estoque mais amplo de informações, e tê-lo sempre à mão. Ensinar é mais difícil do que aprender, porque o que o ensino exige é o seguinte: deixar aprender.
O verdadeiro professor, em verdade, não deixa que nada mais seja aprendido, a não ser a aprendizagem. A conduta dele, portanto, amiúde produz a impressão que nós, propriamente falando, nada aprendemos dele, se é que por “aprender” repentinamente, entendemos apenas a obtenção de informações úteis.
O professor acha-se à frente dos seus estudantes somente nisto: que ele ainda tem muito mais a aprender do que eles – ele tem de aprender a deixá-los aprender. O professor tem de ser mais lecionável do que os aprendizes.
O professor se acha muito menos certo do terreno em que pisa do que aqueles que aprendem estão do deles.
Heidegger








