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Que saudades do seu irmão Abril 10, 2008

Posted by Alfredo Giorgi in De costas para a lousa....
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Desde pequenos, aprendemos que é muito feio julgar as pessoas, pelo que elas são ou aparentam. Mais feio ainda, é compararmos as pessoas. Afinal, cada um é um. Mesmo dentro de uma casa, irmãos podem ser muito diferentes entre si. Aparência, caráter, hábitos, gostos, etc. Uma mesma mãe e um mesmo pai, não significa que irmãos sejam clones.

Mas apesar de tudo isso que já sabemos – e aprendemos – o ser humano, na sua eterna hipocrisia, insiste em julgar, comparar e distinguir pessoas, nas mais diversas situações.

Dentro da escola, isso não é diferente. Quantas e quantas vezes ouvi alunos reclamarem de certos colegas, que insistiam em compará-los com seus irmãos ou irmãs. E é claro que essas comparações nunca foram agradáveis.

Mesmo em reuniões ou conversas de intervalo, ouvia colegas reclamarem de tal aluno dizendo que o irmão ou irmã é, ou era muito melhor, “um amor”, “muito bonzinho(a)”, como pode ser tão diferente? etc., etc.

Vindo de uma pessoa comum, era até de se esperar. Apesar de – repetindo – aprendemos desde crianças… blá, blá e blá! Mas esse tipo de comparação, ou outra qualquer, vindo de um profissional que teoricamente foi treinado para educar e ensinar é muito triste. Ou pior, é desprezível.

Não quero entrar aqui e nem nesse momento sobre os aspectos educacionais que envolvam esse tema, mesmo porque, é muito complexo. Basta apenas lembrar aos professores – alguns – que cada aluno tem sua própria característica, cada ser humano é único e deve ser tratado dessa forma.

Simples, não? Deveria! Mas ainda presenciamos “educadores” que se prestam a exercer uma falsa autoridade, perdendo seu objetivo principal: educar e deixar aprender, ajudando a esses alunos a tornarem-se pessoas, no sentido mais profundo da palavra.