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FSJ 2008 Abril 8, 2008

Posted by Luiz de Campos Jr in Notícias.
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Fórum Social da Juventude 2008 vai acontecer em Florianópolis

A segunda edição do Fórum Social da Juventude (FSJ) vai acontecer de 18 até 21 de abril em Florianópolis (SC), no Hotel Tropicanas, na praia de Canasvieiras – Norte da Ilha. O evento tem três eixos básicos: Educação, Cidadania e Integração Cultural Planetária.

O FSJ 2008 é um evento que procura refletir coletivamente sobre temas do interesse dos estudantes, juventudes do Brasil, Mercosul e planeta, setores sociais e comunitários, realizando trocas de experiências, debatendo políticas públicas de inclusão destes segmentos e organizando ações de integração cultural e planetária.

Vão acontecer no evento seis palestras principais, seis oficinas, apresentações culturais diversas, encontro global de integração cultural, reunião de centros acadêmicos e DCEs do Brasil, lançamentos de livros, encontro de poetas, caminhada popular das bandeiras na praia de Canasvieiras, espaço do acampamento da juventude, entre outras atividades.

O FSJ 2008 possui três eixos básicos de reflexão e debates: Educação e Cidadania – por uma educação democrática e que possa incluir os jovens, estudantes e sociedade, por uma educação cidadã e de integração cultural, social e comunitária; Integração Cultural Planetária – por um fomento cultural de integração no Mercosul, pela construção de políticas públicas de valorização das diversidades culturais do Brasil, Mercosul e outras regiões; Meio Ambiente e Mudanças Globais – pelo acesso universal e sustentável aos bens comuns da natureza e da humanidade, pela manutenção da biodiversidade e vida no Planeta.

Podemos destacar os seguintes palestrantes já confirmados no evento: Jorge Ulises Lira (coordenador da ONG Rede de Jovens Solidários da América Latina – Nicarágua), Rosane Dal Sasso (representante do Ministério da Cultura do Brasil), Tales de Castro Cassiano (vice-presidente da UNE\Brasil, (Judith Puente de La Mata – secretária Nacional da Juventude do Peru), Luiz Ramon Bergolla (diretor da Cooperativa de Jovens Fé e Esforço RL- Venezuela), Iván Centeno (diretor da Ajun – Associação de Jovens Unidos pela Natureza –Panamá), Letícia Lugo (coordenadora do Ministério da Juventude do Paraguay), Sargento Soares (deputado estadual do PDT\SC), Fernando Pinheiro (cantor e músico do Grupo Clã Nordestino – Hip Hop\Maranhão\Brasil), Roy Nogueira Guerra ( coordenador da Rede Ambiental Loretana –Peru).

“O nosso sonho de realização do FSJ 2008 estamos construindo coletivamente com as nossas comunidades, sociedade civil e ONGs. Desejamos que todas as entidades sociais, ambientais, comunitárias, sindicais, estudantis do Brasil, Mercosul e Planeta possam colaborar ativamente na concretização deste projeto”, afirma Luciano Dorneles, Coordenador do Comitê Geral\Executivo de organização do FSJ.

As inscrições para participar do FSJ 2008 já estão ocorrendo através do site http://www.forumsocialdajuventude.com.br, podendo ser solicitado informações sobre o evento pelo email: forum2008@terra.com.br.

Fonte: http://www.forumsocialdomercosul.org/modules/noticias/article.php?storyid=239

Duplo bloqueio Abril 7, 2008

Posted by Luiz de Campos Jr in Reflexões diárias....
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“… aqui chegamos a um impasse: não se pode reformar uma instituição, sem uma prévia reforma das mentes, mas não se pode reformar as mentes, sem uma prévia reforma das instituições. Essa é uma impossibilidade lógica que produz um duplo bloqueio.
Há resistências inacreditáveis a essa reforma… A imensa máquina da educação é rígida e inflexível, fechada, burocratizada. Muitos professores estão instalados em seus hábitos e autonomia disciplinares… Para eles o desafio é invisível… Mas é preciso começar e o começo pode ser desviante e marginal… a iniciativa só pode partir de uma minoria, a princípio incompreendida, às vezes perseguida.
Depois a idéia é disseminada e quando se difunde, torna-se força atuante”.

Edgar Morin

Tanto lá como cá… Abril 7, 2008

Posted by Luiz de Campos Jr in José Pacheco - Artigos.
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Foto: Luiz de Campos Jr. – 2007

Remendos e ideias feitas

José Pacheco – Escola da Ponte, Vila das Aves (Portugal)

“Eu acho que as escolas deveriam ser como dizes, mas, com as condições que eu tenho, eu não posso…”

Interrompi o discurso do meu amigo professor: “A que condições te referes?”

Balbuciou qualquer coisa acerca do número de alunos por turma, falta de espaço, falta de tempo, de material…

Depois de uma fraterna desconstrução de ideias feitas, o professor admitiu que o que faltava era outra coisa… mas fugiu para a frente: “Mesmo que os teóricos falem de ensino diversificado, com trinta ou mais alunos em cada turma, nunca poderemos fazer esse ensino. E não se pode pedir a um aluno de sétimo ano o que se pode exigir a um que está no oitavo. Não se pode voltar atrás, porque temos de cumprir o currículo…”

Interrompi-o, mais uma vez: “Ora explica lá!…”

“Por exemplo, na minha escola havia alunos que estavam no terceiro ano e ainda não sabiam ler nem escrever. Pusemos tudo de lado e trabalhámos só a Língua Portuguesa”.

Mais uma interrupção: “E a Educação Física? E a Musical? Não fazem parte do currículo?”

Não respondeu. Nem precisaria, porque os professores não detêm o monopólio das “ideias feitas”. Frequentemente, os absurdos são instituídos por determinação ministerial. Para não cansar o leitor, seleccionei alguns, que esse meu amigo jurou ter lido em legislação recente e num artigo de jornal: “planos de recuperação” poderão ser aplicados em alunos, para que “recuperem do atraso”; “aulas de recuperação para alunos mais fracos” foram generosamente pensadas para os contemplados com três ou mais negativas, ou que não tenham tido um “desempenho aceitável”.

O meu amigo e professor não me disse se o ministério se deu ao trabalho de definir conceitos como o de “aluno mais fraco” ou de “desempenho aceitável”, ou se foi pedida às escolas a explicação dos “atrasos”. Em contrapartida, o ministério contemplou os professores com sugestões “naif”. Cito uma delas, sem comentário: “os professores podem juntar os alunos por grupos e pôr os melhores a ajudar os mais fracos, ou reunir os mais fracos para trabalharem matéria que não compreenderam tão bem”.

Fiquei estupefacto perante o semblante de surpresa do meu amigo, quando me descreveu tão óbvias e vulgares sugestões ministeriais. E não pude deixar de rir perante o modo solene como acrescentou que o Ministério prevê que as escolas adoptem dois tipos de planos: os de acompanhamento e os de desenvolvimento. Os primeiros serão pensados para prevenir situações de retenção repetida. Os segundos serão dirigidos a alunos “que revelem capacidades excepcionais de aprendizagem”.

Os legisladores até legislam a legitimação de processos de exclusão escolar e social, quando sugerem que se constituam turmas com “currículos próprios” constituídas por alunos sem sucesso escolar ou com “problemas de adaptação” (sic).

Inspiradas na lógica fabril, com os seus cronogramas de produção e relacionamentos de trabalho hierárquicos, muitas escolas agem como freios ao desenvolvimento. Acolitadas por legisladores, mantêm-se cativas de abstracções como: “turma”, “carga horária”, ano”, “aluno médio”, “aluno fraco”, “aluno atrasado”… Não reconfigurando as suas práticas, de modo a dar resposta à diversidade, adoptam “planos de recuperação”, “aulas de reforço” e outros inúteis remendos ministerialmente decretados

a página da educação · março 2008

De que servirá? Abril 5, 2008

Posted by Luiz de Campos Jr in Reflexões diárias....
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De que servirá ganhar a habilidade de ler e escrever, conquistar certa quantidade de informação prescrita de geografia e história, se na luta perde-se a própria alma, perde-se a capacidade de apreciar a vida, de perceber o valor relativo das coisas, perde-se o desejo de aplicar o que se aprendeu e, acima de tudo, perde-se a capacidade de retirar de futuras experiências a lição que se esconde em todas elas?

John Dewey